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Demolidor: Renascido | 2ª temporada | Crítica

2ª temporada de Demolidor Renascido

Último episódio até tentou, mas nao salvou a série

A transição do Demolidor da Netflix para o ecossistema Disney prometia ser o “renascimento” definitivo do Homem Sem Medo, mas o que entregaram nesta 2ª temporada foi, na verdade, um enterro em câmera lenta. Após uma primeira temporada morna e marcada pelo desperdício criminoso de um vilão visualmente fascinante como o Muso, havia a esperança de que a Casa do Mickey tivesse aprendido com as críticas. Infelizmente, o que vemos é uma produção que parece ter vergonha de sua origem, trocando a brutalidade visceral e o roteiro afiado de outrora por uma narrativa esticada, sem ritmo e que ignora completamente a essência de Matt Murdock em prol de uma fórmula televisiva genérica que não chega aos pés do que foi construído anos atrás.


ATENÇÃO: O texto abaixo contém SPOILERS da 2ª temporada de Demolidor: Renascido.

A queda de qualidade é nítida em cada frame. Onde antes tínhamos uma fotografia densa e coreografias de tirar o fôlego, agora temos cenas de ação pontuais, sem inspiração e uma estética que empalidece perto da série original. O roteiro é um emaranhado de episódios lentos que parecem não levar a lugar nenhum, gastando um tempo precioso com personagens secundários desinteressantes enquanto o protagonista é deixado de lado. Matt Murdock não é mais o estrategista que conhecemos; ele se tornou um personagem puramente reativo, sempre um passo atrás, apenas defendendo-se dos golpes do destino sem nunca antecipar as jogadas de seus inimigos.

Essa passividade atinge o ápice na insistência maçante em Wilson Fisk. É incompreensível como, após cinco temporadas (somando as duas eras), os roteiristas ainda tratam o Rei do Crime como o único vilão possível. Ninguém aguenta mais. Fisk deveria ser uma figura de bastidores, um coadjuvante em uma trama maior, mas sua onipresença causa a incômoda sensação de que nada acontece de verdade em Nova York. Até mesmo a inclusão de Jessica Jones soa artificial. O roteiro, sem saber lidar com o nível de poder da detetive, opta pela saída mais preguiçosa de todas: “nerfar” a personagem, fazendo seus poderes falharem sem explicação lógica, um recurso que é convenientemente esquecido logo em seguida. Tudo parece um pretexto mal feito para deixar pontas soltas para um futuro projeto dos Defensores, ignorando a coerência da história atual.

Não é só erro

O único ponto de brilho genuíno — e que ironicamente ressalta o fracasso do resto — é a atuação de Wilson Bethel como o Mercenário (Bullseye). Ele é brilhante, mas tão subutilizado que chega a ser um insulto ao talento do ator. O Mercenário acaba sendo mais herói que o próprio Demolidor, salvando o dia enquanto Matt Murdock patina em sua própria indecisão.

O último episódio até tenta um respiro de genialidade com a sequência do tribunal. A revelação da identidade de Matt e o “check-mate” em Fisk na saída do júri trazem aquela empolgação que a série deveria ter tido o tempo todo. Contudo, a série faz questão de destruir essa pequena vitória logo em seguida. Voltamos à estaca zero: Fisk prende todos em um prédio e o Demolidor volta a apenas reagir. Não há o aguardado embate físico “herói vs. vilão”. Em vez disso, temos um acordo burocrático e um final que subverte a expectativa do fã da pior forma possível: o herói termina preso e o vilão solto. Para completar o desastre, a cena final sugere que a próxima ameaça será Heather se transformando em Lady Muse, indicando que o ciclo de reciclagem de ideias da primeira temporada está longe de acabar.

Considerações finais

Demolidor: Renascido falha em entender o que tornou o personagem um ícone. Ao tentar transformar uma tragédia urbana em um procedural de luxo com ganchos baratos, a Disney entregou uma obra sem alma, sem impacto e, pior de tudo, cansativa. É uma série que não respeita o legado da Netflix e parece perdida em sua própria burocracia narrativa.

Nota Final: 1/5


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