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Quarteto Fantástico: Primeiros Passos | Crítica

Quarteto Fantástico Crítica

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos | Crítica

O aguardado Quarteto Fantástico: Primeiros Passos chegou aos cinemas marcando uma nova fase para a Primeira Família da Marvel no MCU. Com grandes expectativas, o filme traz uma releitura da equipe clássica, misturando ação, emoção e visual impressionante. Nesta crítica, vamos explorar o que funcionou, o que poderia melhorar e como a Marvel finalmente conseguiu entregar uma adaptação que respeita seus personagens.

Elenco que brilha

O elenco do filme está simplesmente incrível, e a escalação não poderia ser melhor. O destaque absoluto vai para Vanessa Kirby, que interpreta Sue Storm com uma presença poderosa e cativante. Ela encarna perfeitamente a liderança feminina que o grupo precisa, misturando maternidade, poder e responsabilidade — não apenas em relação ao filho Franklin, mas como uma verdadeira “mãe” do planeta, figura central para a trama e para a equipe.

Personagens e desenvolvimento

Todos os personagens principais recebem atenção e são bem trabalhados, embora o filme pareça querer ir mais fundo em cada um deles. Reed e Sue dominam a narrativa, enquanto Johnny também tem seus momentos de destaque. Já Ben Grimm, o Coisa, infelizmente fica um pouco à margem. Mesmo assim, seus poucos momentos são marcantes, e o arco de aceitação que inicia no filme, junto com seu relacionamento, poderia ter sido explorado com mais profundidade.

Tempo de filme: mais espaço para o universo

Ao contrário de um filme longo, que normalmente se torna cansatico, Primeiros Passos sofre justamente por falta de tempo. Fica claro que a história precisaria de mais minutos para aprofundar não só os heróis, mas também vilões como Galactus e a Surfista Prateada, assim como os conflitos pessoais dos personagens, especialmente o Coisa.

Ambientação e visual retrofuturista

A ambientação é um dos pontos altos do filme. A cidade retrata um clima acolhedor e uma população que admira o Quarteto, fazendo o público sentir essa conexão. Apesar de não ser um personagem como a ‘Metrópole’ de Superman, a cidade tem seu charme, com um design retrofuturista inspirado em Os Jetsons que aparece especialmente nas cenas com Johnny e a Surfista ‘passeando’ pela cidade.

Vilões à altura da ameaça

Galactus retorna de forma ameaçadora, muito diferente das versões anteriores em que era apenas uma presença abstrata em uma nuvem gigante. Aqui, ele traz uma sensação real de urgência e perigo, fazendo com que o espectador se pergunte como o Quarteto pode derrotar uma ameaça tão colossal, já que juntos eles mal conseguem incomodá-lo.

Poderes dos personagens em foco

A exploração dos poderes acontece principalmente no cotidiano dos personagens, um toque que lembra séries como X-Men. Ver Reed esticando-se para escrever em um imenso quadro negro, Sue usando sua invisibilidade para escapar de situações desconfortáveis, Johnny se incendiando para iluminar ambientes escuros, e Ben Grimm usando sua força para agradar crianças, cria uma sensação de realismo e profundidade.
Um ponto que incomoda é uma cena em que Reed sente dor ao ser esticado, mesmo sem esticar tanto, o que contradiz a ideia de sua elasticidade praticamente ilimitada. Também o CGI do Johnny em chamas não agrada tanto quanto a versão do Chris Evans, embora a interpretação de Joseph Quinn seja boa, trazendo um Johnny mais moderno, brincalhão e respeitoso — sem o tom abusador das versões antigas.

Trilha sonora que emociona

A trilha sonora de Michael Giacchino se destaca desde os trailers, com o tema da equipe cantado por um coral. No filme, ela é usada com precisão, ampliando emoções em cenas-chave, como o parto de Sue, que ganha uma carga dramática ainda maior graças à música.

Conclusão

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é uma adaptação que a Marvel finalmente acertou, entregando um filme gostoso de assistir, mesmo com seus problemas. A vontade que fica é acompanhar a rotina dessa família de heróis em uma série, por exemplo. O longa emociona, principalmente para quem é pai ou mãe, mostrando a força que os pais encontram para proteger seus entes queridos, mesmo nas situações mais difíceis.

Nota:

Avaliação: 4 de 5.

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