A mais recente adaptação live-action da Disney, “Branca de Neve”, estreou nos cinemas com uma bilheteria doméstica de apenas US$ 43 milhões, um resultado aquém das expectativas considerando seu orçamento de produção de US$ 270 milhões. Este desempenho fraco ocorre em meio a diversas controvérsias que cercaram o filme desde sua concepção.
A escolha de Rachel Zegler para o papel principal gerou debates acalorados. A atriz, de ascendência colombiana e polonesa, enfrentou críticas racistas devido à divergência entre sua aparência e a descrição clássica da personagem. Zegler respondeu enfatizando o significado cultural de “Branca de Neve” em países de língua espanhola e expressou orgulho em representar uma princesa latina.
Além disso, a decisão da Disney de modificar os personagens dos sete anões provocou discussões. No novo filme, apenas um dos anões é interpretado por um ator com nanismo, enquanto os demais são retratados por atores sem essa condição, utilizando CGI. A Disney afirmou que a mudança visa evitar reforçar estereótipos presentes no filme original de 1937, mas a decisão dividiu opiniões.
Declarações de Zegler sobre a animação original também contribuíram para a reação negativa. A atriz comentou que assistiu ao filme apenas uma vez e que não gostou da história, considerando-a antiquada. Essas observações foram mal recebidas por fãs tradicionais da Disney, que acusaram Zegler de desrespeitar a obra original.
O trailer do filme refletiu essa insatisfação, acumulando mais de 1 milhão de dislikes no YouTube antes do lançamento oficial. A estreia discreta e a ausência de eventos promocionais grandiosos indicam a cautela do estúdio diante das controvérsias.
Em termos de desempenho regional, “Branca de Neve” teve uma recepção mista. Enquanto filmes familiares geralmente obtêm 63% de suas vendas de ingressos em condados considerados “azuis” (democratas) e 37% em “vermelhos” (republicanos), “Branca de Neve” apresentou uma distribuição de 60% e 40%, respectivamente. Isso indica uma leve sobreposição em áreas tradicionalmente conservadoras. Mercados com alta concentração de público latino e hispânico, como Dallas, San Antonio e Phoenix, contribuíram significativamente para a bilheteria, representando 30% do público total.
A combinação dessas controvérsias e o desempenho abaixo do esperado nas bilheteiras levantam questões sobre a estratégia da Disney em revisitar clássicos sob uma ótica contemporânea. Resta saber como o estúdio responderá a esses desafios em seus futuros projetos.
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